segunda-feira, maio 16, 2005

Divagar...Divagarinho...

Yap...Fim de semana cheio!!

Viva o Glorioso pois... ^^

Nunca ninguém sentiu, k por estar presente, em determinado acontecimento, ter contribuido com algo, de uma maneira inconsciente e contagiante?
Não me estou a referir de uma forma fisica, material, mas de uma forma mais subliminar...

Visitas espíritas entre pessoas vivas

Do princípio da emancipação da alma parece decorrer que temos duas
existências simultâneas: a do corpo, que nos permite a vida de relação ostensivas; e a da alma, que nos proporciona a vida de relação oculta. É assim?

“No estado e emancipação, prima a vida da alma. Contudo, não há,
verdadeiramente, duas existências. São antes duas fases de uma só existência, porquanto o homem não vive duplamente.”


Podem duas pessoas que se conhecem visitar-se durante o sono?

Certo e muitos que julgam não se conhecerem costumam reunir-se e falar-se. Podes ter, sem que o suspeites, amigos em outro país. É tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas.”

Que utilidade podem elas ter, se as olvidamos?

“De ordinário, ao despertardes, guardais a intuição desse fato, do qual se originam certas idéias que vos vêm espontaneamente, sem que possais explicar como vos acudiram. São idéias que adquiristes nessas confabulações.”

Pode o homem, pela sua vontade, provocar as visitas espíritas? Pode, por
exemplo, dizer, quando está para dormir: Quero esta noite encontrar-me em Espírito com Fulano, quero falar-lhe para dizer isto?

“O que se dá é o seguinte: Adormecendo o homem, seu Espírito desperta e, muitas vezes, nada disposto se mostra a fazer o que o homem resolvera, porque a vida deste pouco interessa ao seu Espírito, uma vez desprendido da matéria. Isto com relação a homens já bastante elevados espiritualmente. Os outros passam de modo muito diverso a fase espiritual de sua existência terrena. Entregam-se às paixões que os escravizaram, ou se mantêm inativos. Pode, pois, suceder, tais sejam os motivos que a isso o induzem, que o Espírito vá visitar aqueles com quem deseja encontrar-se. Mas, não constitui razão, para que semelhante coisa se verifique, o simples fato de ele o querer quando desperto.”

Podem Espíritos encarnados reunir-se em certo número e formar assembléias?

“Sem dúvida alguma. Os laços, antigos ou recentes, da amizade costumam reunir desse modo diversos Espíritos, que se sentem felizes de estar juntos.”

Pelo termo antigos se devem entender os laços de amizade contraída em existências
anteriores. Ao despertar, guardamos intuição das idéias que haurimos nesses colóquios, mas ficamos na ignorância da fonte donde promanaram.

Uma pessoa que julgasse morto um de seus amigos, sem que tal fosse a
realidade, poderá encontrar-se com ele, em Espírito, e verificar que continuava vivo? E dado o fato, poderia, ao despertar, ter dele a intuição?

“Como Espírito, a pessoa que figuras pode ver o seu amigo e conhecer-lhe a sorte. Se lhe não houver sido imposto, por prova, crer na morte desse amigo, poderá ter um pressentimento da sua existência, como poderá tê-lo de sua morte.”

Transmissão oculta do pensamento

Que é o que dá causa a que uma idéia, a de uma descoberta, por exemplo,
surja em muitos pontos ao mesmo tempo?

“Já dissemos que durante o sono os Espíritos se comunicam entre si. Ora bem!
Quando se dá o despertar, o Espírito se lembra do que aprendeu e o homem julga ser isso um invento de sua autoria. Assim é que muitos podem simultaneamente descobrir a mesma coisa. Quando dizeis que uma idéia paira no ar, usais de uma figura de linguagem mais exata do que supondes. Todos, sem o suspeitarem, contribuem para propagá-la.”


Desse modo, o nosso próprio Espírito revela muitas vezes, a outros Espíritos, mau
grado nosso, o que constituía objeto de nossas preocupações no estado de vigília.

Podem os Espíritos comunicar-se, estando completamente despertos os corpos?

“O Espírito não se acha encerrado no corpo como numa caixa; irradia por todos os lados. Segue-se que pode comunicar-se com outros Espíritos, mesmo em estado de vigília, se bem que mais dificilmente.”

Como se explica que duas pessoas, perfeitamente acordadas, tenham
instantaneamente a mesma idéia?

“São dois Espíritos simpáticos que se comunicam e vêem reciprocamente seus
pensamentos respectivos, embora sem estarem adormecidos os corpos.”


Há, entre os Espíritos que se encontram, uma comunicação de pensamento, que dá
causa a que duas pessoas se vejam e compreendam, sem precisarem dos sinais ostensivos
da linguagem. Poder-se-ia dizer que falam entre si a linguagem dos Espíritos.

Não sou uma pessoa perturbada, não, não estou todo "keimadinho", não... Hoje apeteceu-me divagar...Divagarinho...

In LE LIVRE DES ESPRITS
(Paris, 18/4/1857)

POR
ALLAN KARDEC

Tradução de GUILLON RIBEIRO

2 comentários:

SumRah disse...

Um livro espectacular!!! Dos 6 k conheço deste escritor é o mais cativante de todos!!!

Posso dizer k (hoje) o li em 2h30 e faço tençoes de o voltar a ler ainda esta semana!! =))

Se alguém kiser, tenho as versoes em ebook, traduzidas para Portugues do Brasil.5 estrelas a traduçao!!

Nem me acreditei k estes livros tinham 150 anos... ^^

YuuH disse...

Bem, eu acredito mais em visitas espíritas de pessoas mortas, mas isso é outra coisa. Não sei porquê, mas ninguém percebe este meu fascínio pelo paranormal. Dizem que foi de ver muitos X-Files quando era mais nova...

The fuck with them! Acredito em poltergeists, em fantasmas e espíritos, em bruxas e feitiços, em OVNI's e extraterrestres. Quem não gostar da fruta... abre outra lata!

Portem-se!